5. Iniciando a instalação

A instalação do SuSE pode ser feita através do YaST1 (interface texto) ou YaST2 (interface gráfica). A instalação feita com YaST2 requer pelo menos 64MB de memória RAM, se houver problemas na detecção da placa de vídeo e o YaST2 não conseguir ser executado, faça a instalação com o YaST1.

5.1. Boot de floppy disk ou CD-ROM

Altere a sequência de boot da BIOS1 para floppy disk ou CD-ROM. O boot com o CD 1 irá carregar o YaST2 e com o CD 2 irá fazer a instalação com o Yast1 (interface texto). Aparecerá mensagens na tela, como "initrd..." e "Loading linux..., então o kernel será carregado e as mensagens do kernel aparecerão na tela.

5.2. Escolha da língua, display e teclado

Após a carga do kernel você irá escolher a língua de sua preferência para a instalação, com opção de várias línguas, inclusive português.
Depois escolha a instalação em display colorido ou monocromático.
Escolha o seu tipo de teclado em uma lista, se seu teclado é ABNT-2 escolha a opção Português brasileiro.

5.3. Carga de módulos

Carregue módulos adicionais ao kernel se for necessário, como por exemplo se seu computador tiver controladora SCSI, placa de rede, PCMCIA, drivers de CD-ROM. Se não existir o módulo do seu device, carregue a lista de módulos adicionais do disquete de módulos.
Importante: se você tem um ATAPI CD-ROM, você não precisa instalar um módulo para ele, os drivers ATAPI são conectados à controladora (E)IDE, e já são suportados pelo kernel.

5.4. Definição da fonte de instalação

A instalação do Linux pode ser feita de diferentes fontes:
  • CD-ROM: se estiver disponível em sua máquina, esta é a opção mais rápida para a instalação.
  • NFS: caso sua máquina não tenha um drive de CD-ROM disponível, a instalação pode ser feita através do CD-ROM de um servidor de NFS.
  • FTP: se você está em uma rede com acesso a Internet e não possue o kit da SuSE, então você poderá instalar o SuSE Linux via ftp no link: ftp.suse.com. Dependendo da velocidade do seu link com a Internet, pode demorar muito tempo. Outra opção é utilizar um servidor de FTP em sua rede local que contenha a imagem do CD da SuSE no disco.
  • Disco rígido: esta opção é utilizada quando o Linux não possui o driver do CD-ROM, a instalação então é feita através do disco rígido. Primeiro é preciso fazer uma cópia do CD em uma partição DOS, Windows 3.11/95/98 ou OS/2.

5.6. Particionamento do disco e mount points

Após o planejamento da instalação, você terá um espaço disponível no seu HD para a instalação do Linux. Agora é preciso definir as partições que serão utilizadas pelo Linux através do YaST1 ou YaST2. Para a instalação do Linux são necessárias pelo menos 2 partições, uma para a raiz ( / ) e outra para o swap. O tamanho da partição root ( / ) irá depender do número de pacotes a serem instalados, no mínimo 200MB.
Cada partição possui um tipo, exemplo: Linux nativo (ext2), Linux swap, fat16, vfat, sysv, ..., e deve ser definido após a criação da partição.Se você não é um usuário expert, deixe o YaST fazer o particionamento para você.
Após criadas as partições, deve-se atribuir um mount point para cada partição do Linux, exemplo de mount points: /, /boot, /usr, /var, /opt, /home, ... Se você criou somente 2 partições para instalar o Linux, sendo uma Linux nativo (ext2) e a outra Linux swap, atribua o mount point ( / ) para a partição Linux nativo.
Com as partições definidas com seus respectivos mount points, você poderá iniciar a instalação e a definição dos dos pacotes.

CUIDADO: Se você remover uma partição, todos os dados da partição serão perdidos.

5.7. Escolha dos pacotes

Para se ter uma idéia melhor dos pacotes disponíveis na distribuição da SuSE, leia o tópico 3. Visão geral da Distribuição SuSE.
A SuSE disponibiliza algumas configurações padrão com um conjunto pré-definido de pacotes, como por exemplo configurações para desenvolvimento de sistemas, sistema mínimo, jogos, gnome, kde, office server, multimídia, rede.
É importante observar verificar se não há dependências dos pacotes. Se aparecer dependências entre os pacotes, tente eliminá-las automaticamente, se não for possível exclua o(s) pacote(s) que estão em conflito.

5.8. Instalação e configuração do LILO

O LILO (LIlo LOder) é um gerenciador de inicialização versátil, além de permitir a passagem de informações adicionais sobre seu hardware para o kernel em tempo de inicialização, o que muitas vezes é necessário. O LILO é utilizado para realizar as seguintes tarefas:
  • Carregar setores de inicialização de partições, iniciando o sistema operacional contido na partição (o mesmo que outros gerenciadores de inicialização)
  • Executar o kernel do Linux, essa tarefa não pode ser realizada pela maioria dos gerenciadores de inicalização convencionais.

-> Qualquer parte do LILO deve estar nos primeiros 1024 cilindros do disco rígido!

Somente esses cilindros estão disponíveis ao BIOS durante a carga do sistema. Isso deve ser avaliado antes da primeira instalação para não causar problemas futuros. Este problema está resolvido no novo kernel 2.4.

Onde o LILO pode ser instalado:
  • Em um floppy disk: esta é a forma mais segura mas também a mais lenta opção de inicialização com o LILO. É uma boa opção para quem não deseja mudar os setores de inicialização originais das partições.
  • Em um setor de inicialização de uma partição Linux primária no primeiro disco rígido: isso deixa o MBR intacto. Antes de se tornar inicializável, a partição deve ser marcada como ativa pelo fdisk do sistema operacional corrente.
  • No Master Boot Record (MBR2): esta opção oferece maior flexibilidade. Essa é também a única alternativa quando todas as partições Linux residem no segundo disco rígido e não existe uma partição estendida no primeiro disco. Qualquer mudança no MBR deve ser feita com a máxima cautela, pois um erro qualquer pode causar severas conseqüências.
  • Se existir um gerenciador de inicialização já instalado: e você quiser mantê-lo, existirão algumas variações que dependerão de sua flexibilidade e capacidade. Um caso comum: você possui uma partição Linux primária no segundo disco rígido de onde você inicia o Linux; e seu gerenciador é capaz de iniciar essa partição através de um setor de inicialização. Então pode-se ativar a partição Linux instalando o LILO no setor de inicialização dessa partição, configurando após o gerenciador para inicializá-la.
    Tome cuidado ao tentar tornar inicializável uma partição lógica Linux instalando o LILO: sucesso não garantido! Somente irá funcionar se o seu gerenciador suportar inicialização de partições lógicas.
A configuração do LILO é feita pelo arquivo /etc/lilo.conf. Se você está instalando o LILO pela primeira vez, recomendamos usar o YaST para configurá-lo.
Para remover o LILO do MBR, simplesmente use o seguinte
comando MS-DOS (a partir da versão 5.0):
fdisk /MBR
ou no OS/2:
fdisk /NEWMBR



1BIOS - Basic Input Output System, todo PC possui uma pequena área de memória contendo a BIOS. Ela é composta de programas de sistema que executam operações relacionadas ao hardware, tal como verificação de memória e reconhecimento de disco rígido. No sistema Linux, a BIOS não é ativa, porque o kernel do Linux tem capacidades muito mais poderosas que a BIOS.
2MBR - Master Boot Record, são os primeiros 512 bytes de código de dados do primeiro disco rígido disponível, e seu formato é fixo segundo uma convenção independente. Os primeiros 446 bytes são reservados para código de programa, e se relacionam diretamente com o sistema operacional que criou o MBR. Os próximos 64 bytes fazem parte da tabela de partições de até quatro partições. Os últimos dois bytes são marcados com um número especial (0xAA55) que valida o setor.


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